Uma educação filmada: políticas da visibilidade em "Nunca me sonharam"
DOI:
https://doi.org/10.22169/revint.v20.e25do313Palavras-chave:
Documentários brasileiros, Educação, Cinema, Análise fílmica, Nunca me sonharamResumo
Este artigo visa compreender a construção de imagens e discursos sobre a educação em Nunca me sonharam (2017) e investigar como produções acadêmicas nacionais abordam esse filme. Em diálogo com a arqueologia proposta por Michel Foucault, realizou-se uma análise fílmica e uma pesquisa bibliográfica de artigos da educação e áreas afins que abordam a obra. Destaca-se que uma parte dos textos analisados compreende o filme como um retrato da realidade e não como uma produção estética, social e política, que constrói discursos acerca da educação e da juventude filmada. Ao abordar o filme como expressão direta do real, esses textos naturalizam a obra e desconsideram sua historicidade como artefato audiovisual. O artigo também problematiza uma política das imagens em Nunca me sonharam que apaga revoltas, ao não visibilizar ocupações de escolas e protestos estudantis contra a reforma do ensino médio, presentes no contexto do filme.
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FILMOGRAFIA
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PRO DIA NASCER FELIZ. Direção: João Jardim. Roteiro: João Jardim. Produção: Flávio R. Tambellini e João Jardim. Gênero: Documentário (88 minutos), 2006.
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