O Mito de Prometeu: reflexões pedagógicas e éticas sobre a inteligência artificial na educação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22169/revint.v20.e25tl411

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Educação, Formação de Professores, Ética, Inovação Tecnológica

Resumo

O artigo dialoga com o mito de Prometeu, relacionado ao poder do conhecimento e suas consequências. Apresenta a dualidade humana entre o entusiasmo e a insegurança frente às inovações tecnológicas. Para tal, discute sobre os desafios da educação no que diz respeito à Inteligência Artificial (IA), cogitando de que maneira os professores podem conduzir suas propostas pedagógicas diante da IA e como ela contribui para a produção do conhecimento. Posteriormente, elenca os recursos de IA mais investigados na educação, debatendo as questões éticas envolvidas no seu uso. A pesquisa, de natureza bibliográfica e exploratória, adota uma abordagem qualitativa, entrelaçando fundamentos teóricos sobre IA com as dinâmicas do trabalho docente e a atuação dos estudantes, especialmente em relação às estratégias pedagógicas. Conclui-se que é necessário que os professores promovam discussões sobre os fundamentos éticos e conheçam as legislações e normas sobre IA. Aponta que o fortalecimento da formação docente e a participação ativa em debates com os estudantes sobre IA são imprescindíveis para o uso significativo e responsável dessa tecnologia nas práticas educativas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luciana Augusta Ribeiro do Prado, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Professora de tecnologia educacional da E.B.M. Almirante Carvalhal da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis (SME). Doutoranda em Educação, na linha de pesquisa de Educação e Comunicação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Alfabetização e Letramento pelo Instituto Federal Catarinense - IFC, Campus Camboriú (2018). Especialista em Educação a Distância, Senac - Florianópolis (2010). Graduada em História, Universidade Cruzeiro do Sul - São Paulo (2007).  Participa do Grupo de Pesquisa Edumídias - UFSC. Tem experiência na área de Tecnologia da Educação, Educação a Distância na Formação Continuada de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: jogos digitais, alfabetização e consciência fonológica para a alfabetização.

Fabíola de Azeredo Missel , Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Mestre em Educação (2021) -  Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Administração Escolar, Supervisão e Orientação, pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (2015). Graduada em Pedagogia - habilitação Multimeios e Informática Educativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Administradora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Florianópolis,  Secretaria Muncipal de Educação (SME). Participa do grupo de pesquisa EDUMÍDIA - EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO E MÍDIA, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência como docente de tecnologia educacional e administração escolar. Atualmente atua com os seguintes temas: cultura digital, jogos digitais e funções executivas.

Dulce Márcia Cruz, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

Professora Titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Educação – PPGE (linha Educação e Comunicação) e do Departamento de Metodologia de Ensino – MEN,  Centro de Ciências da Educação (CED), da UFSC. Professora pesquisadora de  licenciaturas da Universidade Aberta do Brasil (UAB/UFSC). Líder do grupo de pesquisa Educação, Comunicação e Mídias (EDUMÍDIA/CNPq). Graduada em Comunicação Social - FAAP, mestrado em Sociologia Política e doutorado em Engenharia de Produção - UFSC.  Bolsista de Produtividade em Pesquisa pelo CNPq.

Referências

ALVES, L. Notas iniciais sobre a inteligência artificial e educação. In: ALVES, L. (Org.). Inteligência artificial e educação: refletindo sobre os desafios contemporâneos. Feira de Santana: Uefs Editora, 2023. p. 51-70.

ALVES, L. Plataformas digitais, crianças e adolescentes – construindo interações com segurança e proteção de dados. Revista de Educação Pública, v. 31, 2022. DOI: https://doi.org/10.29286/rep.v31ijan/dez.13381

ARAÚJO, C. H. DOS S.; FERNANDES, J. DA S.; BOAS, C. A. V. V. Inteligência artificial e sua relação com o trabalho docente no Brasil. In: Anais CIET: Horizonte, São Carlos:UFSCar, 2024. Disponível em: https://ciet.ufscar.br/submissao/index.php/ciet/article/view/2647. Acesso em: 29 set. 2024.

ASSIS, A. C. M. L. A inteligência artificial na educação: a utilização constitucionalmente adequada. In: Congresso Internacional de Direitos Humanos de Coimbra, 8(1), Coimbra, outubro, 2023.Disponível em: http://www.trabalhoscidhcoimbra.com/ojs/index.php/anaiscidhcoimbra/article/view/3259 Acesso em: 31 ago. 2024.

BARBOSA, A. Escolas de Nova York proíbem o uso do ChatGPT. Forbes, São Paulo, janeiro, 2023. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/01/escolas-de-nova-york-proibem-o-uso-do-chatgpt/ Acesso em: 10 set. 2024.

BARROS, L. A. da S. O transcurso da escrita à oralidade em Platão: uma discussão acerca da argumentação dialético-platônica. Filogênese, v. 7, n. 1, p. 25-38, 2014. Disponível em: https://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/FILOGENESE/3_leanderbarros.pdf Acesso em: 02 set 2024.

BORATTO, M. C. Inteligência artificial: breve histórico, conceitos e reflexões. In: ALVES, L. (Org.). Inteligência artificial e educação: refletindo sobre os desafios contemporâneos. Feira de Santana: Uefs Editora, 2023. p. 21-32.

BOTO, Carlota; BURKE, Maria Lúcia Garcia Pallares (org.). Cultura digital e educação. São Paulo: Contexto, 2023.

BRASIL. [Projeto de Lei 2338 (2023)]. Dispõe sobre o uso da Inteligência Artificial. Senado Federal, [2023]. Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233. Acesso em: 11 ago 2024.

BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD. Presidência da República, 2018.

BROCHADO, M. Inteligência artificial no horizonte da filosofia da tecnologia: técnica, ética e direito na era cibernética. São Paulo: Editora Dialética, 2023.

CANTARINI, P. Ghost work e big data uma nova forma de servidão e de colonialismo? Jornal da USP, São Paulo, 11 jan. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=716553. Acesso em: 11 ago. 2024.

CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora Unesp, 1999.

CRUZ, D. M. O professor midiático em tempos de pandemia: novos conteúdos e habilidades, desafios e possibilidades criativas. Educomunicação em Tempos de Pandemia: Práticas e Desafios, p. 48, 2021. Disponível em: https://www.academia.edu/download/76947418/33_Manuscrito_de_livro_1215_1_10_20211220.pdf#page=48 Acesso em: 06 jun. 2024.

DEHAENE, S. Os neurônios da leitura: como a ciência explica nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012. Tradução de Leonor Scliar-Cabral.

DU BOULAY, B. Inteligência artificial na educação e ética. RE@ D–Revista de Educação a Distância e eLearning, e202301, 2023. DOI: https://doi.org/10.34627/redvol6iss1e202303

FERNANDES, A. B., et al. A ética no uso de inteligência artificial na educação: implicações para professores e estudantes. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 3, p. 346-361, 2024. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v10i3.13056

FIGUEIREDO, L. O. de, et al. Desafios e impactos do uso da inteligência artificial na educação.

Educação Online, v. 18, n. 44, e18234408-e18234408, 2023.DOI: https://doi.org/10.36556/eol.v18i44.1506

GIL, Antonio Carlos et al. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

GIRAFFA, L.; KOHLS-SANTOS, P. Inteligência artificial e educação: conceitos, aplicações e implicações no fazer docente. Educação em Análise, v. 8, n. 1, p. 116-134, 2023.DOI: https://doi.org/10.5433/1984-7939.2023v8n1p116

HERCULANO-HOUZEL, S. A vantagem humana: Como nosso cérebro se tornou superpoderoso. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

JOBIM E SOUZA, S.; GAMBA JR, N. Novos suportes, antigos temores: tecnologia e confronto de gerações nas práticas de leitura e escrita. Revista Brasileira de Educação, p. 104-114, 2002.DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782002000300009

KAUFMAN, D. Inteligência artificial e os desafios éticos: a restrita aplicabilidade dos princípios gerais para nortear o ecossistema de IA. PAULUS: Revista de Comunicação da FAPCOM, v. 5, n. 9, 2021.DOI: https://doi.org/10.31657/rcp.v5i9.453

KELLNER, D.; SHARE, J. Educação para a leitura crítica da mídia, democracia radical e a reconstrução da educação. Educação & Sociedade, v. 29, p. 687-715, 2008.DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302008000300004

LATOUR, B. Reagregando o Social: Uma introdução à Teoria do Ator-Rede. Salvador: Edufba, 2012.

LEMOS, A. Dataficação da vida. Civitas - Revista de Ciências Sociais, v. 21, p. 193-202, 2021. DOI: https://doi.org/10.15448/1984-7289.2021.2.39638

LÉVY, P. Introdução: Face à técnica. In: LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 2010.

MATTAR, J. Filosofia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. p. 01-176

MCLUHAN, M. Os meios de comunicação: como extensões do homem. São Paulo: Editora Cultrix, 1974.

MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, s.d.

MORAN, José; MATTAR, João. Diálogos sobre educação híbrida e digital. São Paulo: Artesanato Educacional, 2023.

MOREIRA, M. A.; CABALLERO, M. C.; RODRÍGUEZ, M. L. Aprendizagem significativa: um conceito subyacente. Atas do encontro internacional sobre a aprendizagem significativa, v. 19, n. 44, pág. 1-16, 1997. Disponível em:https://www.academia.edu/download/40784677/apsigsubesp.pdf. Acesso em: 08 ago 2024

NICOLELIS, M. A.; CICUREL, R. O Cérebro Relativístico: Como ele funciona e por que ele não pode ser simulado por uma máquina de Turing. 2015.

PRADO, L. A. R.; CRUZ, D. M. Análise das plataformas digitais para a criação de jogos educativos: um estudo sobre usabilidade, acessibilidade e privacidade em Wordwall, Genially e Interacty. Anais CIET: Horizonte, São Carlos:UFSCar, 2024. Disponível em: https://ciet.ufscar.br/submissao/index.php/ciet/article/view/283. Acesso em: 29 set. 2024.

PRETTO, N. D. L., et al. Plataformização da educação em tempos de pandemia. In: Educação e tecnologias digitais: desafios e estratégias para a continuidade da aprendizagem em tempos de COVID-19. p. 221-250, 2021.

RAGGIO, O. O mito de Prometeu: sua sobrevivência e metamorfoses até o século XVIII. Journal of the Warburg and Courtauld Institutes, v. 21, n. 1-2, p. 44-62, 1958. Disponível em: https://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.2307/750486?journalCode=jwci. Acesso em: 10 jun. 2024.

RAMOS, D. K.; VIEIRA, R. M. Repercussões das tecnologias digitais sobre o desempenho de atenção: em busca de evidências científicas. Revista Brasileira de Educação, v. 25, e250048, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782020250048

SANTO, E. DO E., et al. Um mosaico de ideias sobre a inteligência artificial generativa no contexto da educação. In: ALVES, L. (Org.). Inteligência artificial e educação: refletindo sobre os desafios contemporâneos. Feira de Santana: Uefs Editora, 2023. p. 51-70.

SANTO, Eniel do Espírito; SALES, Mary Valda Souza; OTTONI, André Luiz Carvalho. Inteligência artificial generativa na Educação Superior: aportes para uma prática pedagógica crítico-reflexiva. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 11, n. 1, p. 22–40, 2025. DOI: 10.12957/riae.2024.84894.

SEVERINO, A. J. Modalidades e metodologias de pesquisa científica. In: SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 24. ed., 2007.

UNESCO. Recomendação sobre a Ética da Inteligência Artificial. 2021.

VASSALI, H.; JANISSEK-MUNIZ, R. O lado “sombrio” da inteligência artificial: uma revisão sistemática da literatura. In: XLVI Encontro da ANPAD-EnANPAD, 2022. Disoponível em:https://www.researchgate.net/profile/Raquel-Janissek-Muniz/publication/374841949_O_LADO_SOMBRIO_DA_INTELIGENCIA_ARTIFICIAL_UMA_REVISAO_SISTEMATICA_DA_LITERATURA/links/653163aa24bbe32d9a5149f8/O-LADO-SOMBRIO-DA-INTELIGENCIA-ARTIFICIAL-UMA-REVISAO-SISTEMATICA-DA-LITERATURA.pdf Acesso em: 05 mai 2024.

WANG, S., et al. Artificial intelligence in education: a systematic literature review. Expert Systems With Applications, v. 252, 124167-124167, 2024.DOI: https://doi.org/10.1016/j.eswa.2024.124167

ZANZOTTO, F. M. Human-in-the-loop artificial intelligence. Journal of Artificial Intelligence Research, v. 64, p. 243-252, 2019.DOI: https://doi.org/10.1613/jair.1.11345

Downloads

Publicado

2025-08-27

Como Citar

PRADO, L. A. R. do; MISSEL , F. de A.; CRUZ, D. M. O Mito de Prometeu: reflexões pedagógicas e éticas sobre a inteligência artificial na educação. REVISTA INTERSABERES, [S. l.], v. 20, p. e25tl411, 2025. DOI: 10.22169/revint.v20.e25tl411. Disponível em: https://www.revistasuninter.com/intersaberes/index.php/revista/article/view/2777. Acesso em: 6 jul. 2026.

Edição

Seção

Artigo

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)