Educação estética em cena: a produção audiovisual como experiência docente
DOI:
https://doi.org/10.22169/revint.v20.e25do308Palavras-chave:
Educação estética, Formação docente, Linguagem audiovisualResumo
O presente estudo objetiva investigar como as práticas audiovisuais emergem no contexto educativo, analisando produções do Programa Cinema & Educação, de Campinas (SP). Diante da presença constante do audiovisual, a Lei Federal nº 13.006/2014 torna obrigatória a exibição de filmes nacionais nas escolas, promovendo reflexões sobre criação e fruição artística. Indagamos a relação das professoras com o audiovisual e qual seria sua possível contribuição para a experiência docente. Fundamentados na teoria histórico-cultural, em diálogo com Vigotski, entendemos a arte como elaboração simbólica da experiência social. A análise evidencia tanto experimentações estéticas quanto a tendência de registrar a prática docente, tensionando os usos do audiovisual entre a documentação e a criação artística.
Downloads
Referências
BRASIL. Lei n.º 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena". Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, v. 145, n. 48, p. 01, 11 mar. 2008. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=1&data=11/03/2008. Acesso em: 28 jul. 2025.
BRASIL. Lei n.º 13.006, de 26 de junho de 2014. Acrescenta § 8o ao art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para obrigar a exibição de filmes de produção nacional nas escolas de educação básica. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, v. 152, n. 121, p. 01, 27 jun. 2014. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=1&data=27/06/2014. Acesso em: 28 jul. 2025.
BRASIL. Lei n.º 13.278, de 2 de maio de 2016. Altera o § 6o do art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que fixa as diretrizes e bases da educação nacional, referente ao ensino da arte. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, v. 153, n. 83, p. 01, 3 maio 2016. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=1&data=03/05/2016. Acesso em: 28 jul. 2025.
CINEMA e Educação SME – Campinas. Mostra Kino/Estudantil 2024 Parte I. Campinas/SP: Youtube, 09 dez. 2024. 1 vídeo (1h22min) Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iUAJoHreSXM&t=875s. Acesso em: 24 fev. 2025.
DUARTE JUNIOR, J. F. Por que Arte Educação? Campinas, Papirus, 1988.
FERREIRA, L. H. Planejar e criar relações possíveis: reflexões acerca da Educação Estética e do ensino de Arte na escola. In: FERNANDES, C. (org.) Ensino Fundamental - Planejamento da prática pedagógica: revelando desafios, tecendo ideias. Curitiba: Appris, 2018.
FERREIRA, L. H. Educação Estética: narrativas, inspirações e conversas. Curitiba: Appris, 2020.
FERREIRA, L. H.; ARAGÃO, A. M. F.; PUCCI, R. H. P. Experiência e sensibilidade: contribuições da educação estética para a formação docente continuada. Revista Educação e Cultura Contemporânea, [S. l.], v. 19, n. 58, p. 366–384, 2022. DOI: https://doi.org/10.5935/2238-1279.20210158. Disponível em: https://mestradoedoutoradoestacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/reeduc/article/view/8861. Acesso em: 12 mar. 2024.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, P.; GUIMARÃES, S. Educar com a mídia: novos diálogos sobre Educação. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2021.
FRESQUET, A. Cinema e educação: a lei 13.006: reflexões, perspectivas e propostas. Rio de Janeiro: Universo Produção, 2015.
LIBÂNEO, J. C. Adeus Professor, Adeus Professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. 13 ed. São Paulo: Cortez, 2011.
PEDERIVA, P. L. M.; GONÇALVES, A. C. A.; ABREU, F. S. D. (org) Educação estética: a arte como atividade educativa. São Carlos: Pedro & João Editores, 2020. Disponível em: https://ebookspedroejoaoeditores.wordpress.com/wp-content/uploads/2020/05/ebookeducac3a7c3a3oestc3a9tica.pdf. Acesso em: 28 jul. 2025.
PENAFRIA, M. Análise de filmes: conceitos e metodologia(s). In: CONGRESSO SOPCOM, 6., 2009, Lisboa. Anais [...]. Lisboa: Universidade Lusófona, 2009. p. 1–11. Disponível em: https://arquivo.bocc.ubi.pt/pag/bocc-penafria-analise.pdf. Acesso em: 28 jul. 2025.
PONTE, C.; CASTRO, T. S. Proibir acesso prejudica direitos digitais. Cria.On, 20 fev. 2025. Disponível em: https://criaon.fcsh.unl.pt/artigo/proibir-acesso-prejudica-direitos-iguais/. Acesso em: 22 fev. 2025.
PUCCI, R. H. P.; ANTUNES-SOUZA, T.; FERREIRA, L. H. Políticas de formação (im)postas no Brasil: uma discussão a partir de narrativas docentes. Debates em Educação, [s. l.], v. 16, n. 38, p. e15211, 2024. DOI: http://doi.org/10.28998/2175-6600.2024v16n38pe15211. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/debateseducacao/article/view/15211. Acesso em: 12 mar. 2024.
SARMENTO, T. A criança entre-lugares: na família e na escola. In: ALTINO FILHO, J. M.; DORNELLES, L. V. (org.). Lugar da criança na escola e na infância: a participação e o protagonismo infantil. Porto Alegre: Mediação, 2018.
SCHLINDWEIN, L. M. As marcas da arte e da imaginação para uma formação humana sensível. Cadernos CEDES, [s. l.], v. 35, ed. Esp., p.419-433, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/CC0101-32622015V35ESPECIAL154120. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ccedes/a/mjdfpbZrTRmCYvLTYCwPw6F/?lang=pt. Acesso em 12 mar 2024.
VEIGA, I. P. A; VIANA, C. M. Q. Q. Formação de professores: Um campo de possibilidades inovadoras. In: VEIGA, I. P. A; DA SILVA, E. F. (org.). A escola mudou. Que mude a formação de professores! 2.ed. Campinas: Papirus, 2010.
VIGOTSKI, L. S. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre: ArtMed, 2003.
VIGOTSKI, L. S. A construção do Pensamento e da Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Gabriely Lolli de Oliveira, Luciana Haddad Ferreira, Juliana Doretto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos publicados na Revista são de acordo com a licença CC-BY-ND - Creative Commons ( https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/legalcode)
Esta licença permite que outras pessoas reutilizem o trabalho para qualquer finalidade, inclusive comercialmente; no entanto, não pode ser compartilhado com outras pessoas de forma adaptada e o crédito deve ser fornecido ao autor.
Os direitos autorais dos artigos publicados na Revista são do autor, com os direitos de primeira publicação para a Revista

















