Implicações das migrações no desenvolvimento econômico do povo indígena Truká

Autores

Palavras-chave:

Migrações Indígenas, Povo Truká, Sociedade e economia

Resumo

Os processos migratórios são responsáveis por grandes transformações no ambiente sociocultural, o motivo para tais movimentações envolve diversos campos. Nas sociedades indígenas as consequências são vivenciadas até o presente momento, passando por contextos que envolveram normalidade e forçamento. O principal objetivo deste trabalho é conhecer sobre as migrações indígenas, causas, impactos no Povo Truká e as dinâmicas do desenvolvimento econômico neste contexto. Como metodologia, utilizou-se de revisão bibliográfica narrativa, buscando compreender as dinâmicas que envolvem os deslocamentos dos povos indígenas e suas relações com o desenvolvimento emergente, estabelecido na sociedade indígena e não indígena. Constata-se que as migrações acontecem por vários motivos nos povos indígenas, na maioria, causadas pelo forçamento involuntário, devido às invasões desde o século XVII e, no século XX, por busca de sobrevivência nos centros urbanos ou pela tomada de terras por posseiros e pelo Estado, com a decorrência do desenvolvimento econômico. São muitos os entendimentos que ainda necessitam serem abordados nos contextos das migrações, para sermos conhecedores das adversidades históricas que envolvem as populações indígenas e sua luta pela reconquista e preservação do território sagrado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Artenizia Luiza da Silva Pereira, UNEB

Discente de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (PPGEcoH), Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Juazeiro, Bahia, Brasil.

Anna Christina Freire Barbosa, UNEB

Doutora em Ciências Sociais pela UFRN, Licenciada em Ciências Sociais, Especialista em Políticas Públicas e Gestão de Serviços Sociais - UFPE, Mestre em Economia - UFC, Mestre em Sociologia - UFPE. Professora Adjunta na Universidade do Estado da Bahia e na Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina/PE. Professora do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT); Professora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socio Ambiental(PPGECOH).

Roberto Remígio Florêncio, IF SertãoPE

Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (Universidade Federal da Bahia/ UFBA - 2022); Mestre em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos (PPGESA/UNEB - 2016); Professor de Língua Portuguesa (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano - IFSertãoPE, campus Petrolina Zona Rural). 

Carlos Alberto Batista dos Santos, UNEB

 Doutor em Etnobiologia e Conservação da Natureza (UFRPE), Atua na área de Zoologia, Conservação da Biodiversidade, Etnozoologia e Etnoecologia. Biólogo/Etnobiólogo, Mestre em Zoologia (UESC). Professor da Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais. Docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental DTCS/UNEB (http://www.ppgecoh.uneb.br/). 

Referências

BONIN, I. Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, junho/julho 2015. https://cimi.org.br/cosmovisao-indigena-e-modelo-de-desenvolvimento/.

BERNARDO, W. M.; NOBRE, M. R. C; JANETE, F. B. A prática clínica baseada em evidências. Parte II: buscando as evidências em fontes de informação. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 50, n. 1, p. 1-9, 2004.

BOTELHO, L. L. R.; CUNHA, C. C. A.; ·MACEDO, M. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade, v.5, n. 11, p. 121-136 · maio - ago. 2011.

BRASIL, M. Cosmovisão Indígena e Modelo de Desenvolvimento. Caderno CRH, Salvador, v.22, n. 57, p.531-546, set/dez. 2009.

CARVALHO, N. S. F. S.; CARDOSO, G. C. C.; FROTA, A. J. A. A construção do conceito de desenvolvimento sustentável à luz da teoria econômica: trajetória, desafios e perspectivas. Revista Econ. NE, Fortaleza, v. 53, n. 1, p. 156-167, jan./mar., 2022.

CARVALHO, R. F. O Diretório Pombalino”: legislação e liberdades indígenas na capitania do Siará Grande. Sæculum – Revista de História, v. 26, n. 44, p. 455-472, 2021.

CAVALCANTE, J. L. A Lei de Terras de 1850 e a reafirmação do poder básico do Estado sobre a terra. Revista Histórica, n. 2. (2001) Disponível em: https://goo.gl/M2YGtV. Acesso: 18/mar./2023.

GOMES, F. Migrações, populações indígenas e etnogênese na América Portuguesa (Amazônia Colonial, s. XVIII). Nuevo Mundo Mundos Nuevos, 2011.Disponível em: http://journals.openedition.org/nuevomundo/6072. Acesso: 18/mar./2023. DOI: https://doi.org/10.4000/nuevomundo.60721.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo, Edusp, 2001.

FLORÊNCIO, R. R.; ABIB, P. R. J. Os povos indígenas do Opará e a Educação Intercultural: uma etnografia crítica. Revista Espaço Ameríndio– UFRGS, ISSN 1982-6524, Volume 16, número 1, 2022.

FURTADO, C. Teoria e política do desenvolvimento econômico. São Paulo: Nova Cultura, 1986.

GALVÃO, E. Encontro de sociedades: índios e brancos no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, ·1979. (Coleção Estudos brasileiros; v. 29).

GERLIC, S. (Ed.) Índios na visão dos índios: Comunidade Truká. Governo do Estado da Bahia. Salvador – BA. 2003.

HOGAN, D. J. Mobilidade populacional, sustentabilidade ambiental e vulnerabilidade social. Revista brasileira Est. Pop., São Paulo, v. 22, n. 2, p. 323-338, jul./dez. 2005.

MONTEIRO, J. M. 1995 “O desafio da história indígena no Brasil”. In: SILVA, Aracy L.; GRUPIONE, L. D. B. (org.) A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1° 2° graus. Brasília, MEC/MARI/UNESCO.

OLIVEIRA, J. P. Uma etnologia dos ''índios misturados"? Obstáculos e perspectivas. In: índios do nordeste temas e problemas (1998). http://www.etnolinguistica.org/index:almeida-2002-indios. Acesso: 18/mar./2023.

ROTHER, E. T. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, v. 20, n. 2, jun. 2007.

SANTOS, C. A. B. Padrões de Caça, Pesca e uso de animais silvestres pela etnia Truká no semiárido brasileiro. Tese de Doutorado do Programa de Pós-graduação em Etnobiologia e Conservação da Natureza – Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Recife: Gráfica da UFRPE, 2016.

SANTOS, C. A. B., SILVA, E. H. O., OLIVEIRA, E. G. S., História ambiental, história indígena e relações socioambientais no Semiárido Brasileiro. Paulo Afonso: SABEH, 2018. 274p.

SANTOS, A. A.; SANTOS, C. A. B. Narrativas, Superstições, Fantasias e Bichos. Revista Humanidades & Inovação, v. 09. N. 01, p, 58-67, 2022.

SACHS, I.; LOPES, C.; DOWBOR, L. Crises e oportunidades em tempos de mudança. Economia global e gestão, v. 15, n. 1, p. 133-154, 2010.

SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI. In: BURSZTYN, M. (Org.) Para pensar o desenvolvimento sustentável. 1. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.

TRUKÁ, C. B. Com a palavra, o Cacique. In: FLORÊNCIO, R. R. Nossas Vozes Indígenas – professoras e professores Truká. Editora Oxente. Petrolina, 2021.

TRUKÁ. Organização das professoras Truká, OPIT. No Reino da Assunção, reina Truká. Belo Horizonte: FALE/ UFMG: SECAD/MEC, 2007.

Downloads

Publicado

2023-09-06

Como Citar

PEREIRA, A. L. da S.; BARBOSA, A. C. F.; FLORÊNCIO, R. R.; SANTOS, C. A. B. dos. Implicações das migrações no desenvolvimento econômico do povo indígena Truká. REVISTA INTERSABERES, [S. l.], v. 18, p. e023tl4017, 2023. Disponível em: https://www.revistasuninter.com/intersaberes/index.php/revista/article/view/2509. Acesso em: 19 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigo