Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV): vivências em uma cidade do interior de Rondônia

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Resumo

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma condição imunológica prevalente na infância, que impacta significativamente a qualidade de vida das famílias afetadas. Este estudo teve como objetivo compreender as vivências de mães de crianças diagnosticadas com APLV em Jaru, interior do estado de Rondônia. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, realizada por meio de entrevistas com cinco mães residentes no município de Jaru. Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado, abrangendo aspectos sociodemográficos, histórico clínico das crianças, processo diagnóstico, manifestações clínicas, impacto emocional e estratégias de enfrentamento. Os resultados revelaram que, apesar da diversidade dos relatos, todas as mães enfrentaram desafios semelhantes: dificuldades no diagnóstico precoce, alto custo de alimentos e fórmulas especiais, insegurança frente à introdução alimentar, ausência de apoio psicológico e falta de preparo dos profissionais de saúde. Muitas relataram a necessidade de adaptações significativas na rotina familiar, restrições sociais e impacto financeiro, sendo que algumas precisaram abandonar o trabalho para se dedicarem aos cuidados com os filhos. Observou-se também o papel fundamental de redes de apoio, como grupos virtuais de mães, na disseminação de informações e acolhimento emocional. As experiências demonstram que o enfrentamento da APLV exige um esforço coletivo que envolve a família, a escola e o sistema de saúde. As participantes destacaram a importância da capacitação de profissionais da atenção básica, a ampliação do acesso a fórmulas alimentares e a criação de políticas públicas que apoiem essas famílias. Conclui-se que, além do aspecto clínico, a APLV representa um desafio social e emocional, exigindo atenção multidisciplinar para promover o bem-estar das crianças e suas famílias.

Palavras-chave: alergia à proteína do leite de vaca; hipersensibilidade mediada por IGE; alergia.

Abstract

Cow’s milk protein allergy (CMPA) is a prevalent childhood immunological condition that significantly impacts the quality of life of affected families. This study aimed to understand the experiences of mothers of children diagnosed with CMPA in the interior of the state of Rondônia. This descriptive, qualitative study was conducted through interviews with five mothers living in the municipality of Jaru. Data was collected using a structured questionnaire covering sociodemographic aspects, the children’s medical history, diagnostic process, clinical manifestations, emotional impact, and coping strategies. The results revealed that, despite the diversity of reports, all mothers faced similar challenges: difficulties in early diagnosis, high costs of foods and special formulas, insecurity regarding the introduction of solid foods, lack of psychological support, and lack of training among healthcare professionals. Many reported the need for significant adjustments to their family routines, social restrictions, and financial impact, with some having to leave work to dedicate themselves to caring for their children. The crucial role of support networks, such as virtual mothers’ groups, in disseminating information and providing emotional support was also noted. Experiences demonstrate that tackling CMPA requires a collective effort involving families, schools, and the healthcare system. Participants highlighted the importance of training primary care professionals, expanding access to formulas, and creating public policies to support these families. The conclusion is that, beyond the clinical aspect, CMPA represents a social and emotional challenge, requiring multidisciplinary care to promote the well-being of children and their families.

Keywords: cow’s milk protein allergy; IGE-mediated hypersensitivity; allergy.

Resumen

La alergia a la proteína de la leche de vaca (APLV) es una condición inmunológica prevalente en la infancia que impacta significativamente la calidad de vida de las familias afectadas. Este estudio tuvo como objetivo comprender las vivencias de madres de niños diagnosticados con APLV en Jaru, una ciudad del estado de Rondônia. Se trata de una investigación descriptiva, con enfoque cualitativo, realizada mediante entrevistas a cinco madres residentes en el municipio de Jaru. Los datos se recolectaron mediante un cuestionario estructurado que abarcó aspectos sociodemográficos, historial clínico de los niños, proceso diagnóstico, manifestaciones clínicas, impacto emocional y estrategias de afrontamiento. Los resultados revelaron que, a pesar de la diversidad de relatos, todas las madres enfrentaron desafíos similares: dificultades en el diagnóstico precoz, alto costo de alimentos y fórmulas especiales, inseguridad frente a la introducción alimentaria, ausencia de apoyo psicológico y falta de preparación de los profesionales de salud. Muchas relataron la necesidad de adaptaciones significativas en la rutina familiar, restricciones sociales e impacto financiero, siendo que algunas tuvieron que abandonar el trabajo para dedicarse al cuidado de sus hijos. También se observó el papel fundamental de las redes de apoyo, como los grupos virtuales de madres, en la difusión de información y el acogimiento emocional. Las experiencias demuestran que el afrontamiento de la APLV exige un esfuerzo colectivo que involucra a la familia, la escuela y el sistema de salud. Las participantes destacaron la importancia de la capacitación de profesionales de atención primaria, la ampliación del acceso a fórmulas alimentarias y la creación de políticas públicas que apoyen a estas familias. Se concluye que, además del aspecto clínico, la APLV representa un desafío social y emocional, que requiere atención multidisciplinaria para promover el bienestar de los niños y sus familias.

Palabras clave: alergia a la proteína de la leche de vaca; hipersensibilidad mediada por IgE; alergia.

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Biografia do Autor

Stefani Sabrina Garcia de Freitas, FACULDADE INTEGRADAS APARICIO CARVALHO FIMCA - JARUA

STEFANI SABRINA GARCIA DE FREITAS é estudante de Medicina desde 2022 e atualmente cursa o quarto ano da graduação. Ingressou na carreira médica aos 25 anos, movida por um profundo propósito de transformação pessoal e contribuição social. Aos 29 anos, é Enfermeira desde 2020, conduz sua trajetória com resiliência, equilíbrio e senso de responsabilidade, conciliando os desafios da profissão de enfermagem com as exigências da formação médica.
Apaixonada pelo cuidado!

Vanessa Camargo Medeiros Lacerda, Faculdade de Educação de Jaru – FIMCA

Vanessa Lacerda, 33 anos, casada e mãe de dois filhos, guiada pela fé, movida por sonhos e determinada a cumprir seu propósito de vida: servir. Cristã, apaixonada por Deus e por sua família, ficando para trás uma sólida carreira de 11 anos como bancária para seguir um novo chamado — a Medicina. Em 2022, deu início a essa jornada transformadora, com previsão de término em 2028. Entre os desafios e as descobertas de dois mundos tão diferentes, encontrou realização e propósito. Amante de viagens e de tudo que conecta alma, gente e cuidado.

Keila Cristina de Souza, Faculdade de Educação de Jaru – FIMCA

Keila Cristina é estudante de Medicina desde 2022 e atualmente cursa o quarto ano da graduação. Ingressou na carreira médica aos 38 anos, movida por um profundo propósito de transformação pessoal e contribuição social. Aos 41 anos, é mãe de três filhas e conduz sua trajetória com resiliência, equilíbrio e senso de responsabilidade, conciliando os desafios da maternidade com as exigências da formação médica.
Sua vivência e maturidade enriquecem sua abordagem acadêmica, marcada por empatia, Keila, tem como objetivo atuar com excelência e sensibilidade, contribuindo para uma medicina mais justa, acolhedora e comprometida com a dignidade humana.

Anabelly Fontinelle Denardi, Faculdade de Educação de Jaru – FIMCA

Estudante de Medicina, 21 anos, dedicada à formação na área da saúde. Interessada em aprender, evoluir e fazer a diferença na vida das pessoas.

Jordania Letícia Garcia de Freitas, Faculdade de Educação de Jaru – FIMCA

Jordania Letícia Garcia de Freitas é estudante de Medicina desde 2022 e atualmente cursa o quarto ano da graduação. Ingressou na carreira médica aos 24 anos, movida por um profundo propósito de transformação pessoal e contribuição social. Aos 27 anos, é Contadora desde 2024, conduz sua trajetória com resiliência, equilíbrio e senso de responsabilidade, conciliando os desafios da profissão de contabilidade com as exigências da formação médica.

Tiago Barcelos Valiatti, Faculdade de Educação de Jaru – FIMCA

Docente do curso de Medicina da Faculdade de Educação de Jaru- FIMCA. Jaru,
Rondônia, Brasil.

Faço parte do Grupo Rondoniense de Pesquisa em Ciências Da Saúde – GRPCIS/FIMCA-JARU,

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Publicado

2026-01-26

Como Citar

de Freitas, S. S. G., Lacerda, V. C. M., de Souza, K. C., Denardi, A. F., de Freitas, J. L. G., & Valiatti, T. B. (2026). Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV): vivências em uma cidade do interior de Rondônia. Revista Saúde E Desenvolvimento, 19(32), 34–50. Recuperado de https://www.revistasuninter.com/revistasaude/index.php/saudeDesenvolvimento/article/view/1552

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