Cuidado integral: mais que uma diretriz, um compromisso com a vida

Autores

  • Vinicius Bednarczuk de Oliveira Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Palavras-chave:

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Resumo

Em um momento em que os sistemas de saúde enfrentam desafios crescentes de complexidade clínica, sobrecarga assistencial e fragmentação do cuidado, reafirmar o compromisso com o cuidado integral não é apenas um gesto conceitual, é um imperativo ético, político e técnico. No cerne das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) está a compreensão do ser humano em sua totalidade: corpo, mente, contexto, vínculos e história. Uma abordagem que considera não apenas a doença, mas também o sofrimento, os determinantes sociais e os modos de viver.

O cuidado integral, nesse sentido, não se limita a somar terapias ou ampliar ofertas de serviços. Ele exige articulação entre saberes, valorização das subjetividades e, sobretudo, uma reorganização do modelo assistencial que permita escuta, vínculo e continuidade. Essa transformação não se faz apenas por diretrizes, mas por práticas cotidianas enraizadas em territórios, relações e escolhas políticas.

As PICS têm se consolidado como potentes ferramentas no fortalecimento dessa perspectiva. Seja no SUS, por meio de experiências exitosas com farmácias vivas, espaços de cuidado comunitário e terapias integrativas em atenção primária, seja na saúde suplementar ou em projetos sociais autônomos, elas desafiam a lógica reducionista do “ato médico isolado” e convidam à ampliação dos sentidos de saúde e cuidado. No entanto, ainda há entraves relevantes. Muitos gestores, profissionais e mesmo instituições formadoras ainda reproduzem visões tecnocráticas e hierarquizadas que mantêm o cuidado compartimentalizado. O cuidado integral é frequentemente tratado como um adorno, um “extra” para quando há tempo, e não como a espinha dorsal de um sistema de saúde humanizado, resolutivo e justo.

Cabe, portanto, a esta Revista, como espaço de produção e circulação de conhecimento, reiterar a importância do cuidado integral como norte metodológico, ético e político. Isso significa publicar experiências que rompem com a fragmentação, valorizar pesquisas que articulam o saber técnico com o vivido e sustentar o debate crítico sobre os limites e possibilidades das práticas integrativas no Brasil.

Que esta edição contribua para aprofundar essa reflexão e, mais do que isso, para fortalecer práticas de cuidado que respeitam a integralidade da vida.

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Biografia do Autor

Vinicius Bednarczuk de Oliveira, Centro Universitário Internacional (UNINTER)

Graduado em Farmácia com habilitação em Indústria pela Universidade Tuiuti do Paraná (2007). Mestre (2012) e Doutor (2016) em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente é professor do Centro Universitário Internacional (UNINTER) onde coordena o Curso de Bacharel em Farmácia.

Referências

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Publicado

2025-09-19

Como Citar

OLIVEIRA, V. B. de. Cuidado integral: mais que uma diretriz, um compromisso com a vida. Revista Brasileira de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, [S. l.], v. 4, n. 8, p. 1, 2025. Disponível em: https://www.revistasuninter.com/revistasaude/index.php/revista-praticas-interativas/article/view/1564. Acesso em: 4 jun. 2026.

Edição

Seção

Editorial