Contribuição do enfermeiro dentro das práticas integrativas: plantas medicinais, fitoterápicos e aromaterapia
DOI:
https://doi.org/10.22169/rbpics.v5n9.1460Resumo
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS), foi aprovada em maio de 2006, pela Portaria n.º 971, com a finalidade de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Ainda em 2006, foi aprovado o Decreto n.º 5.813 que regulamentava a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Com o parecer do COREN n.º 030/2014, aplicado em nível nacional, umas das especializações disponíveis para o profissional enfermeiro é a de Enfermagem em Práticas Integrativas e Complementares, que compete a liberdade desse profissional de poder atuar nas práticas integrativas e complementares. A utilização das PIC’s, em específico das plantas medicinais, fitoterápicos e aromaterapia, vem aumentando constantemente, porém, deve-se ressaltar a importância da orientação de um profissional enfermeiro especializado para atualização nesse âmbito. A pesquisa foi aplicada para 38 enfermeiros, de diferentes áreas de atuação, sobre seus conhecimentos sobre as PIC’s, se eles utilizam dessas práticas para benefício próprio, se tinham conhecimento sobre a especialização nessa área, se percebiam seus benefícios e se indicavam para pacientes ou conhecidos. Obteve-se resposta geral positiva, na qual 100% dos enfermeiros sabiam o que eram as PIC’s, 55,3% dos enfermeiros acreditam que quando as PIC’s estiverem com tratamentos alopáticos, possuem efeitos positivos nos tratamentos dos pacientes, 65,5% dos participantes já utilizaram e indicam plantas medicinais, fitoterápicos ou óleos essenciais para tratar pacientes, sendo sua maior indicação (97,4%) para finalidade de redução do estresse e ansiedade. Embora a utilização das PIC’s esteja aumentando a cada dia, ainda existem barreiras para a incorporação dessas práticas, sendo 81,6% afirmam que a falta de conhecimento sobre as PIC’s e 63,2% afirmam que a falta de treinamento adequado se caracteriza como uma das barreiras. O enfermeiro sempre estará na porta de entrada para os atendimentos de saúde, por isso é de extrema importância, ele saber sobre tratamentos alternativos para promoção e prevenção da saúde dos pacientes.
Palavras–chave: plantas medicinais; fitoterápicos; aromaterapia; PIC’s.
Abstract
The National Policy for Integrative and Complementary Practices (NPICPs) in the Unified Health System (SUS), was approved in May 2006, through ordinance no. 971, with the purpose of promoting, preventing, and recovering health. Still in 2006, decree no. 5.813 was approved, regulating the National Policy on Medicinal Plants and Phytotherapeutics. Through the opinion of COREN no. 030/2014, applied at national level, one of the specializations available to nurses is Nursing in Integrative and Complementary Practices, which is responsible for the freedom of this professional to be able to work in integrative and complementary practices. The use of ICPs, specifically medicinal plants, herbal medicines, and aromatherapy, has been constantly increasing, however, the importance of guidance from a specialized nurse to update them must be highlighted. The survey was Applied to 38 nurses, from different areas of activity, about their knowledge about ICP’s, whether they use these practices for their own benefit, whether they had knowledge about specialization in this area, whether they perceived in its benefits and whether they recommended it to patients. A general positive response was obtained, in which 100% of nurses knew what ICP’s were, 55.3% of nurses believe that when ICP’s are combined with allopathic treatments, they have positive effects on patient treatments, 65.5% of participants have already used and recommend medicinal plants, herbal medicines or essential oils to treat patients, with the greatest indication (97.4%) being for the purpose of reducing stress and anxiety. Although the use of ICPs is increasing every day, there are still barriers to the incorporation of these practices, with 81.6% stating that the lack of knowledge about ICP’s and 63.2% stating that the lack of adequate training about ICP’s is characterized as one of the barriers. Nurses will always be at the gateway to health care, which is why it is extremely important for them to know about alternative treatments to promote and prevent patients' health.
Keywords: medicinal plants; phytotherapeutics; aromatherapy; ICP’s.
Resumen
La Política Nacional de Prácticas Integrativas y Complementarias (PNPIC) en el Sistema Único de Salud (SUS) fue aprobada en mayo de 2006, mediante Ordenanza nº 971, con el objetivo de promover, prevenir y recuperar la salud. Todavía en 2006 se aprobó el Decreto n° 5.813, que reglamenta la Política Nacional de Plantas Medicinales y Fitoterapéuticas. A través del dictamen COREN nº030/2014, aplicado a nivel nacional, una de las especializaciones disponibles para los profesionales de enfermería es la Enfermería en Prácticas Integrativas y Complementarias, la cual es responsable de la libertad de este profesional para poder actuar en prácticas integradoras y complementarias. El uso de PIC, específicamente plantas medicinales, fitoterápicos y aromaterapia, ha ido en constante aumento, sin embargo, se debe resaltar la importancia de la orientación de un profesional enfermero especializado para la actualización en esta área. Se aplicó la encuesta a 38 enfermeros, de diferentes áreas de actividad, sobre sus conocimientos sobre los PIC, si utilizan estas prácticas en beneficio propio, si conocían la especialización en esta área, si percibían sus beneficios y si recomendaban a pacientes o conocidos. Se obtuvo una respuesta general positiva, en la cual el 100% de las enfermeras conocían qué eran los PIC’s, el 55,3% de las enfermeras cree que cuando los PIC’s se combinan con tratamientos alopáticos tienen efectos positivos en los tratamientos de los pacientes, el 65,5% de los participantes ya han utilizado y recomiendan medicamentos plantas, fitoterápicos o aceites esenciales para tratar a los pacientes, siendo la mayor indicación (97,4%) con el fin de reducir el estrés y la ansiedad. Si bien el uso de los PIC’s cada día aumenta, aún existen barreras para la incorporación de estas prácticas, siendo que el 81.6% afirma que la falta de conocimiento sobre los PIC’s y el 63.2% afirma que la falta de capacitación adecuada se caracteriza como una de las barreras. Las enfermeras siempre estarán en la puerta de entrada al cuidado de la salud, por eso es de suma importancia que conozcan tratamientos alternativos para promover y prevenir la salud de los pacientes.
Palabras clave: plantas medicinales; fitoterapéuticos; aromaterapia; PIC.
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Referências
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