Phyllanthus amarus Schumach. & Thonn: uma revisão
DOI:
https://doi.org/10.22169/rbpics.v4n8.1465Keywords:
Phyllanthus amarus, anti-inflamatório, antioxidante, imunomodulador, hepatoprotetor, litíase renalAbstract
Phyllanthus amarus Schumach. & Thonn., conhecida popularmente como “quebra-pedra”, é amplamente utilizada na medicina tradicional brasileira para o tratamento de cálculos renais. Este estudo revisa os efeitos terapêuticos e farmacológicos da P. amarus, destacando suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, hepatoprotetoras e imunomoduladoras. Estudos demonstraram que o extrato da planta possui potencial antioxidante, restaurando enzimas como superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa (GSH) em modelos animais expostos a toxinas hepáticas e renais, como tetracloreto de carbono (CCl₄) e rifampicina. O P. amarus também apresentou significativa atividade antimicrobiana contra Salmonella typhi e Staphylococcus aureus, além de propriedades antivirais contra o vírus herpes simplex. Seu mecanismo anti-inflamatório envolve a inibição das vias de sinalização NF-κB, MAPK e PI3K-Akt, além de supressão de mediadores inflamatórios como TNF-α, IL-1β e PGE2, sugerindo seu uso no tratamento de doenças inflamatórias crônicas. Além disso, sua capacidade imunomoduladora foi demonstrada em leucócitos de peixes, destacando seu potencial uso na aquicultura. A presença de compostos bioativos, como lignanas e polifenóis, reforça seu valor terapêutico. No entanto, é importante considerar possíveis riscos associados ao uso inadequado, como o agravamento de litíase renal por oxalato de cálcio. Esses resultados indicam que o Phyllanthus amarus é um agente terapêutico promissor para o tratamento de doenças inflamatórias, hepáticas e infecciosas, com potencial aplicação tanto em humanos quanto em animais.
Palavras-chave: phyllanthus amarus; anti-inflamatório; antioxidante; imunomodulador; hepatoprotetor; litíase renal.
Abstract
Phyllanthus amarus Schumach. & Thonn., popularly known as “pick-a-back”, is widely used in Brazilian traditional medicine for treating kidney stones. This study reviews the therapeutic and pharmacological effects of P. amarus, highlighting its anti-inflammatory, antioxidant, hepatoprotective, and immunomodulatory properties. Studies have shown that the plant extract has antioxidant potential, restoring enzymes such as superoxide dismutase (SOD), catalase (CAT), and glutathione (GSH) in animal models exposed to hepatic and renal toxins like carbon tetrachloride (CCl₄) and rifampicin. P. amarus also demonstrated significant antimicrobial activity against Salmonella typhi and Staphylococcus aureus, as well as antiviral properties against herpes simplex virus. Its anti-inflammatory mechanism involves inhibition of NF-κB, MAPK, and PI3K-Akt signaling pathways, and suppression of inflammatory mediators such as TNF-α, IL-1β, and PGE2, suggesting its use in treating chronic inflammatory diseases. Additionally, its immunomodulatory capacity was demonstrated in fish leukocytes, highlighting its potential use in aquaculture. The presence of bioactive compounds such as lignans and polyphenols reinforces its therapeutic value. However, potential risks associated with improper use, such as worsening calcium oxalate kidney stones, should be considered. These findings indicate that Phyllanthus amarus is a promising therapeutic agent for treating inflammatory, hepatic, and infectious diseases, with potential applications in both humans and animals.
Keywords: phyllanthus amarus; anti-inflammatory; antioxidant; immunomodulator; hepatoprotective; kidney stones.
Resumen
Phyllanthus amarus Schumach. & Thonn., conocida popularmente como “rompe-piedras”, es ampliamente utilizada en la medicina tradicional brasileña para el tratamiento de cálculos renales. Este estudio revisa los efectos terapéuticos y farmacológicos de P. amarus, destacando sus propiedades antiinflamatorias, antioxidantes, hepatoprotectoras e inmunomoduladoras. Los estudios han demostrado que el extracto de la planta posee potencial antioxidante, restaurando enzimas como superóxido dismutasa (SOD), catalasa (CAT) y glutatión (GSH) en modelos animales expuestos a toxinas hepáticas y renales como tetracloruro de carbono (CCl₄) y rifampicina. P. amarus también mostró una actividad antimicrobiana significativa contra Salmonella typhi y Staphylococcus aureus, además de propiedades antivirales contra el virus del herpes simple. Su mecanismo antiinflamatorio implica la inhibición de las vías de señalización NF-κB, MAPK y PI3K-Akt, así como la supresión de mediadores inflamatorios como TNF-α, IL-1β y PGE2, lo que sugiere su uso en el tratamiento de enfermedades inflamatorias crónicas. Además, su capacidad inmunomoduladora fue demostrada en leucocitos de peces, destacando su potencial uso en acuicultura. La presencia de compuestos bioactivos como lignanos y polifenoles refuerza su valor terapéutico. Sin embargo, es importante considerar los posibles riesgos asociados con el uso inadecuado, como el agravamiento de la litiasis renal por oxalato de calcio. Estos resultados indican que Phyllanthus amarus es un agente terapéutico prometedor para el tratamiento de enfermedades inflamatorias, hepáticas e infecciosas, con aplicaciones potenciales tanto en humanos como en animales.
Palabras clave: phyllanthus amarus; antiinflamatorio; antioxidante; inmunomodulador; hepatoprotector; litiasis renal.
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