ENTRE AUSÊNCIAS E DESCOBERTAS: CONSUMO MIDIÁTICO E A RELAÇÃO COM AS TRANSMASCULINIDADES NEGRAS
DOI:
https://doi.org/10.22169/ruc.v13i22.1044Resumo
Ao reconhecer a importante relação entre a mídia e a comunidade transmasculina negra, esse artigo busca compreender como o consumo midiático se relaciona com a construção dessas transmasculinidades. A partir de uma perspectiva interseccional que articula raça e gênero, a pesquisa se baseia em entrevistas em profundidade com quatro pessoas negras transmasculinas de diferentes regiões do Brasil. Os resultados apontam que o consumo midiático — principalmente nas redes sociais digitais — não é voltado diretamente à busca por conteúdos sobre transmasculinidades, mas se manifesta como uma prática cotidiana atravessada por questões de identificação, representatividade e crítica à normatividade. A mídia, nesse contexto, aparece como espaço ambivalente: tanto de apagamento quanto de descoberta, permitindo que essas pessoas construam masculinidades que rompem com o padrão hegemônico, ainda que convivam com suas contradições.
Palavras-chave: consumo midiático; transmasculinidades negras; interseccionalidade; gênero.
Abstract
By recognizing the important relationship between media and the Black transmasculine community, this article seeks to understand how media consumption relates to the construction of these transmasculinities. From an intersectional perspective that articulates race and gender, the research is based on in-depth interviews with four Black transmasculine individuals from different regions of Brazil. The results indicate that media consumption, especially on digital social media, is not directly aimed at seeking content about transmasculinities, but rather manifests as an everyday practice shaped by identification, representation, and critique of normativity. In this context, media appears to be an ambivalent space: both a site of erasure and of discovery, allowing these individuals to construct masculinities that break with hegemonic standards, even as they navigate its contradictions.
Keywords: media consumption; black transmasculinities; intersectionality; gender.
Resumen
Al reconocer la importante relación entre los medios de comunicación y la comunidad transmasculina negra, este artículo busca comprender cómo el consumo mediático se relaciona con la construcción de estas transmasculinidades. Desde una perspectiva interseccional que articula raza y género, la investigación se basa en entrevistas en profundidad con cuatro personas negras transmasculinas de diferentes regiones de Brasil. Los resultados señalan que el consumo mediático —principalmente en las redes sociales digitales— no está orientado directamente a la búsqueda de contenidos sobre transmasculinidades, sino que se manifiesta como una práctica cotidiana atravesada por cuestiones de identificación, representatividad y crítica a la normatividad. Los medios, en este contexto, aparecen como un espacio ambivalente: tanto de invisibilización como de descubrimiento, permitiendo que estas personas construyan masculinidades que rompen con el patrón hegemónico, aunque convivan con sus contradicciones.
Palabras clave: consumo mediático; transmasculinidades negras; interseccionalidad; género.
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