O autocuidado e a adesão ao tratamento: o trabalho do Serviço Social

  • André do Nascimento de Souza
  • Angela Ricieri
  • Cleci Elisa Albiero
  • Fernanda de Oliveira Rosa Corrêa

Resumo

RESUMO

Doenças crônicas são aquelas de progressão lenta e de longa duração, que por vezes os pacientes levam por toda a vida. O autocuidado e a adesão ao tratamento são de suma importância para o sucesso do tratamento. Nesse contexto, a insuficiência renal crônica (IRC) se manifesta como uma doença que acarreta em perda progressiva, muitas vezes irreversível dos rins; necessita de tratamento permanente, o que exige do doente renal crônico “consciência” do que significa o diagnóstico, o autocuidado e os novos hábitos que auxiliem na continuidade da estratégia terapêutica escolhida. O objetivo central do presente artigo é propor uma aproximação ao debate sobre o autocuidado e a adesão ao tratamento do paciente em terapia renal substitutiva (TRS), bem como discorrer sobre como se expressa o trabalho do assistente social neste espaço socio-ocupacional. E como objetivos específicos, o estudo pretende apresentar o que se compreende por autocuidado; explanar qual é o trabalho oferecido aos pacientes renais crônicos pela Fundação Pró-Renal; e qual é o papel do assistente social da instituição no processo de autocuidado e aderência ao tratamento dialítico do paciente renal. A metodologia para a construção deste trabalho foi a pesquisa bibliográfica, juntamente com a pesquisa documental disponíveis na instituição. Os principais resultados da pesquisa apontam que houve 204 encaminhamentos de pacientes para acesso ao transporte social, foram realizadas 404 orientações e 488 ligações para articulação desse serviço. Complementando esse serviço, foram realizados 155 encaminhamentos de pacientes para acesso à isenção tarifária URBS pela equipe de Serviço Social. Os resultados se obtiveram no período de janeiro a dezembro do ano de 2018.

Palavras-chave: Autocuidado; Adesão; Insuficiência Renal Crônica; Serviço Social.

ABSTRACT

Chronic diseases are those of slow and long-term progression that patients sometimes carry throughout their lives. Self-care and adhesion to treatment are of paramount importance for successful treatment. In this context, chronic renal failure (CRF) manifests itself as a disease that results in progressive, often irreversible loss of the kidneys; needs permanent treatment, which requires the chronic kidney patient “awareness” of what the diagnosis, self-care and new habits that help to continue the chosen therapeutic strategy. The main objective of this article is to propose an approach to the debate about self-care and treatment adhesion of patients in renal replacement therapy (RRT), as well as to discuss the role of the social worker in this socio-occupational space. And as specific objectives, the study intends to present what is understood by self-care; explain the work offered to chronic renal patients by the Pró-Renal Foundation; and what is the role of the institution's social worker in the self-care process and adhesion to dialysis treatment by renal patients. The methodology was a bibliographic research, together with the documentary research available in the institution. The main results of the research indicate that there were 204 patients guided for access to social transport, 404 orientations were made and 488 calls for articulation of this service. Complementing this service, 155 patients were guided for access to the URBS tariff exemption by the Social Work team. The results were obtained from January to December of 2018.

Keywords: Self-Care; Adhesion; Chronic Kidney Failure; Social Services.

RESUMEN

Enfermedades crónicas son aquellas de progresión lenta y larga duración, que muchas veces los enfermos padecen durante toda la vida. El autocuidado y la adhesión al tratamiento son de suma importancia para el éxito del tratamiento. En ese contexto, la insuficiencia renal crónica (IRC) se manifiesta como una enfermedad que implica la pérdida progresiva, y muchas veces irreversible, de los riñones; necesita tratamiento permanente, lo que exige del enfermo renal crónico la “conciencia” de lo que significa el diagnóstico, el autocuidado y los nuevos hábitos, para garantizar la continuidad de la estrategia terapéutica escogida. El objetivo central de este artículo es proponer un acercamiento al debate sobre el autocuidado y la adhesión al tratamiento del paciente en terapia renal sustitutiva (TRS), así como discurrir sobre la forma como se da la labor del trabajador social en ese espacio socio-ocupacional. Como objetivos específicos, el estudio pretende presentar lo que se comprende por autocuidado; explicar el trabajo que la Fundación Pro-Renal ofrece a los pacientes renales crónicos y cuál es el rol del trabajador social de la institución en el proceso de autocuidado y adhesión al tratamiento de diálisis del paciente renal. La metodología para la construcción de este estudio fue la revisión bibliográfica, juntamente con la documental, hecha en textos disponibles en la institución. Los principales resultados indican que hubo 204 remisiones de pacientes para acceso al transporte social, se realizaron 404 orientaciones y 488 llamadas para articulación de ese servicio. En forma complementar, 155 pacientes fueron conducidos a los procesos de exoneración de tarifas URBS por el equipo de Trabajo Social. Esos resultados se obtuvieron en el período de enero a diciembre de 2018.

Palabras-clave: Autocuidado; Adhesión; Insuficiencia Renal Crónica; Trabajo Social.

Biografia do Autor

André do Nascimento de Souza
Assistente Social da Fundação Pró-Renal e Bacharel em Serviço Social (UNIBRASIL).
Angela Ricieri
Assistente Social da Fundação Pró-Renal, Especialista em Questão Social na Perspectiva Interdisciplinar (UFPR), Bacharel em Serviço Social (UNIBRASIL).
Cleci Elisa Albiero
Assistente Social, Mestre em Serviço Social, Professora do Curso de Serviço Social da Uninter e Pesquisadora do GETFS – Grupo de Estudos em Trabalho, Formação e Sociabilidade da UNINTER
Fernanda de Oliveira Rosa Corrêa
Assistente Social da Fundação Pró-Renal, Pós-Graduanda em Gestão de Recursos Humanos (UNINTER), Bacharel em Serviço Social (UNIBRASIL).
Publicado
2019-10-10
Seção
Artigos